- Próximo.
- Bom dia, gostaria de entregar meu currículo para a vaga de vendedor.
- Pois não. Sente-se.
- Tenho experiência com atendimento ao públi...
- Espera aí. Você não grampeou seu currículo?
- Não tive tempo, desculpe, como eu ia dizendo, tenho experiência com atendimen...
Clec
- Você trabalhou no comércio informal? Isso significa que você era camelô?
- Sim senhora. Trabalhei quase dez anos no comércio informal e foi onde eu adquiri experiência no atendimento ao público, além de poder de convencimento.
- E o que você vendia?
- DVD’s e CD’s.
- Ah! Espere que o chefe já vai lhe atender.
Silêncio pirata
- Você pode entrar que o chefe já vai te receber.
- Muito obrigado moça.
- Espere um momento. Você não pode entrar assim.
Clec
- O que é isso moça?
- O chefe não gosta de camisas abertas e a sua está sem um botão. Acho que esse grampo resolve.
Entrada pirata
- Bom dia, meu rapaz. Me fale sobre sua experiência.
- Bem, tenho experiência com atendimento ao públi...
- Faz-me rir não? Aonde você pensa que vai assim? Desculpe, mas você não encaixa em nosso perfil.
- Uai, por que não?
- Sem ofensas, mas há quanto tempo você não vai ao dentista?
- Sei não senhor.
- Então é melhor tapar o buraco aí dos seus dentes antes de procurar emprego e providenciar uma camisa adequada.
- Mas...
- Talvez tenhamos algo... hummm...
Sobrevivência pirata
E lá ia ele, sem nome, sem currículo, sem seu 3X4. De cabeça baixa e boca fechada esfregando o chão daquelas solas piratas.
quarta-feira, 20 de agosto de 2008
segunda-feira, 11 de agosto de 2008
segunda-feira, 4 de agosto de 2008
IMPACIÊNCIA - IMPASSES POR AÍ
Camila Marins – 04/08/2008
Almoço de família
- eu já...
(silêncio)
- você ainda...
(azia)
Dever de casa
- conjugação do verbo ‘dever’ completa
... e a fatura está aumentando ...
Cama quebrada
- por favor, quanto custa uma cama?
- depende do tamanho...
olho para os lados. e o travesseiro parece mais charmoso e sedutor.
a cama continua quebrada e o colchão o mesmo.
Café
- açúcar ou adoçante?
- tanto faz, o São Benedito não sabe escolher...
Música
- jazz ou bossa nova?
- eu vou de chorinho.
Poema
The end.
sexta-feira, 1 de agosto de 2008
mês do cachorro louco
Camila Marins – 01/08/2008
(play)
Dá-me tua mão!
Dá-me tua mão!
(go or not to go?)
- a criança ta chorando. tira! tira ela daí!
- calma!
- porra! você não tá ouvindo? ela tá berrando!
- calma!
- Ahhh! Não agüento mais. Ou você arranca essa criança de mim ou eu mesma a arranco.
- calma
- calma o caralho!
- calma! Eu vou ver!
- minha barriga ta doendo. Vai explodir! Vai explodir!
- calma! estou vendo!
(tempo)
(...)
- mas não tem nada aí não!
- é que a minha barriga chora como criança.
(stop)
domingo, 27 de julho de 2008
Inspiração
Camila Marins – 27/07/2008
Pérolas enforcam minha respiração e porcos lambem cotidianamente meus pés. Uma mão sobre a outra formam o cenário de teu enterro. Coroas de flores sufocam corpos. Meu maior segredo morreu em teu suspiro. Pergunta-me qual? Te digo: gemidos de puro desespero e piedade. Aquele meu sopro quente que imitaste em tua lápide. Nada tem sentido e eu nada sinto. Sinto muito. Sim! Eu lamento muito mais que qualquer martírio de Sísifos. Que pedras rolem sobre mim e meu sangue desenhe meu melhor poema: o último; o suspiro. Esqueço-me a 7 palmos. E os outros? Afundam minha cova.
segunda-feira, 21 de julho de 2008
Orfeu da Conceição
Camila Marins – 21/07/2008
“Vai em teu caminho que eu vou te seguindo no pensamento
e aqui me deixo rente para quando voltares, pela lua cheia”,
Vinícius de Moraes em Orfeu da Conceição
costurei memória entrelinhas
singelos retalhos de ontem
rodei entre vinhedos
e meus braços?
solitários dançam entre quintanas
de norte a sul
surrupiam balbúrdias
Vem meu Orfeu!
vem meu Orfeu!
e cospe asneiras aos céus
chama seu escarro de Sua Baronesa
vai! vai! e disputa entre vinhedos sua Eurídice
sibila sua sabatina
enquanto sua pele escura se esvai
ah! pele aparecida
cansei-me de seus lamentos
chega! deixa-me em paz
uma só noite de silêncio peço, Orfeu!
suas notas sangram meus ouvidos
chega! os nós dessa costura se foram...
nós?
e sobre nomes, apenas responda:
- Orfeu da Conceição!
e a Lua, a ti agradece!
sábado, 19 de julho de 2008

Eis que recebo o seguinte e-mail:
A Regional Campinas do Sindicato dos Jornalistas fechou parceria com a empresa EducInvest, especializada em cursos de investimentos em Bolsa de Valores, com desconto especial para os jornalistas sindicalizados no curso "Como investir na Bolsa de Valores".
CHEGA! Sindicato é pra lutar!
Enquanto isso, centenas de colegas recebem abaixo do piso ou recebem o piso e trabalham mais de 10 horas por dia. Enfurnados em redações, enforcados por linhas editoriais que ditam o eixo político dos jornais. O jornalista precisa ter posição política. Imparcialidade é a maior hipocrisia dos novos tempos. No início da profissão, os jornais tinham posicionamento político claro e assumido e partiam para o embate ideológico e político. Hoje, os meios de comunicação velam esse posicionamento e ditam a tal da "neutralidade" e "imparcialidade". Mas quem é imparcial hoje? A Globo, o Estadão, a Folha Universal???? Todos nós temos posição! Vamos escancarar e abrir o debate e, assim, fomentar discussões e a formação de uma sociedade realmente crítica!
Sindicalizem-se jornalistas!
"Jornalismo é oposição! O resto é armazém de secos e molhados", Millôr Fernandes
terça-feira, 15 de julho de 2008
Tríade de Mondrian
(foi-se a foice)
Camila Marins – 15/07/2008
Sentou-se na calçada, acomodando o calcanhar no asfalto. Gostava de observar as variações dos semáforos. Ainda aprendia as cores. Sua mãe lhe ensinava que vermelho era do coração; verde grama e amarelo sol. Entre as três ainda preferia o vermelho. Seus colegas de primário zombavam:
- marica! marica!
Não se importava e, todos os dias, continuava ali, com seus calcanhares encostados naquele asfalto duro. Contava os segundos de uma cor a outra e, assim, treinava sua matemática. Um dia, até a geometria lhe atiçou. Triângulos, metros, linhas. Perturbação exclusiva em sua excentricidade. Levantou-se diante daquela cena de Mondrian. Correu quase brincando de pega-pega entre os carros. Finalmente, ajoelhou-se. Tic tac. Lambeu os beiços. Olhou para seus dedos infantis maculados pelo vermelho coração. As gotas pingavam e escorriam em direção aos seus calcanhares. Quase difuso em sangue o pequeno enfant foi-se afogando aos poucos. Foi-se. Foi-se. Cada vértebra de sua coluna era esmagada pelo asfalto. Buzinas, sinalização e triângulos. Foi-se. Foi-se. Foi-se.
tic tac
tic tac
tic
...
aqui jaz...
ainda não sabia escrever e deixou sua lápide assim: em branco
tic tac
tic tac
tic
...
(foi-se a foice)
Camila Marins – 15/07/2008
Sentou-se na calçada, acomodando o calcanhar no asfalto. Gostava de observar as variações dos semáforos. Ainda aprendia as cores. Sua mãe lhe ensinava que vermelho era do coração; verde grama e amarelo sol. Entre as três ainda preferia o vermelho. Seus colegas de primário zombavam:
- marica! marica!
Não se importava e, todos os dias, continuava ali, com seus calcanhares encostados naquele asfalto duro. Contava os segundos de uma cor a outra e, assim, treinava sua matemática. Um dia, até a geometria lhe atiçou. Triângulos, metros, linhas. Perturbação exclusiva em sua excentricidade. Levantou-se diante daquela cena de Mondrian. Correu quase brincando de pega-pega entre os carros. Finalmente, ajoelhou-se. Tic tac. Lambeu os beiços. Olhou para seus dedos infantis maculados pelo vermelho coração. As gotas pingavam e escorriam em direção aos seus calcanhares. Quase difuso em sangue o pequeno enfant foi-se afogando aos poucos. Foi-se. Foi-se. Cada vértebra de sua coluna era esmagada pelo asfalto. Buzinas, sinalização e triângulos. Foi-se. Foi-se. Foi-se.
tic tac
tic tac
tic
...
aqui jaz...
ainda não sabia escrever e deixou sua lápide assim: em branco
tic tac
tic tac
tic
...
sexta-feira, 11 de julho de 2008
10 motivos para ter amigos homens. Apenas!
Camila Marins – 11/07/2008
Mulheres são muito chatas. Definitivamente! Ainda me perguntam pelas ruas porque só ando com homens. Não tenho muita paciência para todo o blá blá feminino.
1 – por que ficar horas ao telefone? e ainda perguntam porque eu durmo em determinadas conversas...
2 – “vamos para a balada hoje conhecer gente nova?”, muitas me convidam. Homens te levam para o buteco da esquina e compartilham em choro as lamúrias da vida e, ao fim da noite, já bêbados, cambaleiam pelas calçadas cantando alguma música. (tá bom, depende do cara!)
3 – “eu acho que ele quis dizer algo mais além disso”. MENTIRA! Mulheres são dramáticas e devaneiam inúmeras histórias. Isso depois de repetirem mil vezes a mesma coisa.
4 – mulheres têm receio de palavrões, bobeiras e sacanagens. Muitas mulheres não entendem o espírito da coisa.
5 – TPM (não preciso falar mais nada né?)
6 – mulheres reparam no fio de cabelo que ficou fora do laquê.
7 – mulheres acreditam em simpatias.
8 – mulheres querem discutir a relação o tempo todo.
9 – mulher vizinha é o pior, acha que é dona da casa e, muitas vezes, é preciso fazer silêncio na casa para não demonstrar que tem gente.
10 – mulheres tomam vinho suave (argh!)
Tudo bem! Confesso! Eu me encaixo (talvez 5%) em quase todos esses pontos. Minhas amigas que me perdoem, mas muitas vezes não tenho paciência. Sou daquelas que esquece do aniversário e se redime no mesmo bar da esquina do seu Zé do Apocalipse. Sou daquelas que diz: “hoje não vou sair, porque não estou a fim e ponto”. Sem mais explicações e me redimo com uma dessas piadinhas bobas. Sim! Adoro amigos homens! E é de família isso viu? Minhas irmãs e minha mãe também detestam mulheres! Talvez porque nossa família seja muito mais feminina. Homens enchem a cara até o final da noite ao seu lado. Ah! muitas devem me perguntar: “quem são esses homens que compartilham as lamúrias e o choro?” Sou privilegiada e abençoada por homens sensíveis, indignados, poetas, boêmios, clowns e revolucionários. E, esses mesmos amigos, não te ligam a toda hora, não cobram presença constante e estão no momento certo, além de serem extremamente objetivos, pragmáticos e quase indelicados. Detesto dramas e enrolações. Aff! E o melhor de tudo que seus amigos lhe contam todos os truques masculinos para ‘enrolar' uma mulher e quando tomam as suas dores então... Calma, não me tornei uma expertise em homens, mas um dia chego lá! Que o Saci queira! E quando chegar lá conto para vocês, minhas amigas! É claro que existem mulheres que são exceção e aqui tiro o chapéu e brindo um copo com elas! Pensei em terminar perguntando: “será que alguém ainda quer seu meu amigo?”, mas não! Terminarei de um modo melhor:
- Alguém aí está a fim de jogar uma sinuca no bar do seu Zé do Apocalipse, encher a cara e cantar Cartola pela madrugada adentro?
ps.: não me procurem quando eu estiver de TPM!!
quinta-feira, 10 de julho de 2008
Nota a nota?
Camila Marins – 10/07/2008
submersão inconsciente de pensamentos
arranhava notas ao piano
seus dedos eram acordes em fragmentos.
ao fim da noite a ramilonga se estendia
no ensaio de um tango argentino
suas pernas cruzavam a melodia.
perguntou-me: por que a estética do frio?
rasgue suas partituras. por que?
apenas sigo o choro de um rio.
e rio... e rio... e rio...
todas as lamúrias desse pesar
um fado a me sangrar.
segunda-feira, 7 de julho de 2008
Sobre cigarros
07/07/2008
Estou evitando o cigarro. Nunca tive o hábito de fumar diariamente, apenas com cervejas. Nem mesmo o stress me leva à nicotina. E, ultimamente, os cigarros aumentaram ou serão as cervejas? Algumas noites, vai-se o maço. Confesso: é muito difícil resistir a um cigarro bem acompanhado. Mas a nicotina tem me incomodado profundamente. Não tenho muitas vaidades e o cigarro depõe uma das minhas mínimas inanidades - ah! a arte egípcia... Por que o cigarro? Talvez uma relação promíscua com o tempo. Ah! o tic tac confunde-se com as tragadas. Deveria ser fácil parar completamente. Por que o cigarro? Zeca Baleiro embalou os seguintes versos: “A solidão é o meu cigarro. Não creio em santos ou poetas. Perguntei tanto e ninguém nunca respondeu”. Experimentei esse tabaco aos 13 anos e escondia bitucas em uma caixinha embaixo do colchão da cama. Um dia, minha mãe a encontrou... e ela silenciou. Curiosidade foi o motivo e depois apenas em situações pontuais metia o maldito na boca. Hoje, a poeta gosta de tragar ao versar. Tragos de alguma bebida ou tragos dessa fumaça notívaga. Por que o cigarro? ‘A solidão é o meu cigarro’? respiro, trago a solidão até ter a certeza de que ela está dentro de mim e, já satisfeita, quem sabe eu possa assoprar resquícios dessa solitude.
20 cigarros ocupam uma caixa.
2 E 0!
2 A 0?
‘A solidão é o meu cigarro’? cansei-me desse pérfido vício. Já me basta o café! Trago, trago, trago todo aquele filtro libidinoso que se desfaz em segundos. Trago a solidão estampada. Apenas bitucas e cinzas. Cinzas perdidas pelo meu corpo quase confundem-se. Olho para o maço e lembro-me de que ontem fumei um destes acompanhada por alguns copos. Fita-me o maço imaginando seu destino. Não! Não o jogarei fora! Resistirei! Resistirei à tentação! Meus dedos ousados desviarão o caminho. Chega desse vício! Puro cio descontente. Largarei ali, na mesa, ao lado do saci e se, por ventura, um cigarro sumir, direi:
- Não fui eu. Foi o Saci!
07/07/2008
Estou evitando o cigarro. Nunca tive o hábito de fumar diariamente, apenas com cervejas. Nem mesmo o stress me leva à nicotina. E, ultimamente, os cigarros aumentaram ou serão as cervejas? Algumas noites, vai-se o maço. Confesso: é muito difícil resistir a um cigarro bem acompanhado. Mas a nicotina tem me incomodado profundamente. Não tenho muitas vaidades e o cigarro depõe uma das minhas mínimas inanidades - ah! a arte egípcia... Por que o cigarro? Talvez uma relação promíscua com o tempo. Ah! o tic tac confunde-se com as tragadas. Deveria ser fácil parar completamente. Por que o cigarro? Zeca Baleiro embalou os seguintes versos: “A solidão é o meu cigarro. Não creio em santos ou poetas. Perguntei tanto e ninguém nunca respondeu”. Experimentei esse tabaco aos 13 anos e escondia bitucas em uma caixinha embaixo do colchão da cama. Um dia, minha mãe a encontrou... e ela silenciou. Curiosidade foi o motivo e depois apenas em situações pontuais metia o maldito na boca. Hoje, a poeta gosta de tragar ao versar. Tragos de alguma bebida ou tragos dessa fumaça notívaga. Por que o cigarro? ‘A solidão é o meu cigarro’? respiro, trago a solidão até ter a certeza de que ela está dentro de mim e, já satisfeita, quem sabe eu possa assoprar resquícios dessa solitude.
20 cigarros ocupam uma caixa.
2 E 0!
2 A 0?
‘A solidão é o meu cigarro’? cansei-me desse pérfido vício. Já me basta o café! Trago, trago, trago todo aquele filtro libidinoso que se desfaz em segundos. Trago a solidão estampada. Apenas bitucas e cinzas. Cinzas perdidas pelo meu corpo quase confundem-se. Olho para o maço e lembro-me de que ontem fumei um destes acompanhada por alguns copos. Fita-me o maço imaginando seu destino. Não! Não o jogarei fora! Resistirei! Resistirei à tentação! Meus dedos ousados desviarão o caminho. Chega desse vício! Puro cio descontente. Largarei ali, na mesa, ao lado do saci e se, por ventura, um cigarro sumir, direi:
- Não fui eu. Foi o Saci!
sábado, 5 de julho de 2008
Cordeiros
05/07/2008
Rasgou meus olhos. O compasso de seu corpo atrevia qualquer geometria. Um tanto encostado na janela, ainda escondia sua face perdida. Talvez sem horizonte, com olhos naufragados.
Arranca de meu corpo essa morbidez e desfaz essa carranca.
arranca carranca
carranca arranca
inversos ou em versos
corpos inversos à espera de poemas diversos. Abre o livro sagrado e abençoa o leito dos amantes. Versos profanos balançavam entre lençóis. Estúpidos versículos entoados sob a noite. Alguém sussurrou: pecado! pecado! pecado! Vociferou os joelhos e clamou: “Cordeiro de deus que tirai o pecado do mundo”. Ele virou para o lado. E ela? Fechou a janela!
05/07/2008
Rasgou meus olhos. O compasso de seu corpo atrevia qualquer geometria. Um tanto encostado na janela, ainda escondia sua face perdida. Talvez sem horizonte, com olhos naufragados.
Arranca de meu corpo essa morbidez e desfaz essa carranca.
arranca carranca
carranca arranca
inversos ou em versos
corpos inversos à espera de poemas diversos. Abre o livro sagrado e abençoa o leito dos amantes. Versos profanos balançavam entre lençóis. Estúpidos versículos entoados sob a noite. Alguém sussurrou: pecado! pecado! pecado! Vociferou os joelhos e clamou: “Cordeiro de deus que tirai o pecado do mundo”. Ele virou para o lado. E ela? Fechou a janela!
quarta-feira, 2 de julho de 2008
terça-feira, 1 de julho de 2008
O escafandro e a borboleta
01/07/2008
taciturna imensidão azul
bate-vidro-espelho-bolha
toca um blues
agita cardumes
olhos-vidro-boca-bolhas
borboletas valsam entre cabelos
recortes de ontem emaranhados
pisca com o olho
esquerdo-bate-vidro-e-volta
bate-vidro-e-volta
somente eu!
o escafandrista
e as borboletas?
conseguem ouvir meus gritos?
01/07/2008
taciturna imensidão azul
bate-vidro-espelho-bolha
toca um blues
agita cardumes
olhos-vidro-boca-bolhas
borboletas valsam entre cabelos
recortes de ontem emaranhados
pisca com o olho
esquerdo-bate-vidro-e-volta
bate-vidro-e-volta
somente eu!
o escafandrista
e as borboletas?
conseguem ouvir meus gritos?
Poema escrito após assistir ao filme "O escafandro e a borboleta".
Está em cartaz no cine Jaraguá e recomendo!
Está em cartaz no cine Jaraguá e recomendo!
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